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Custos com Equipamentos Põem em Causa Socorro

 


Os bombeiros do distrito do Porto já canalizaram um milhão de euros para equipamentos de proteção e desinfeção de veículos, algo que competia ao Estado e que pode "comprometer" o socorro às populações.


Em comunicado, o presidente da Federação dos Bombeiros do distrito do Porto, José Morais, diz que a situação está "insustentável", depois de nos últimos cinco meses terem investido um milhão de euros na segurança dos operacionais.


A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) entregou equipamentos no valor de 254 mil euros aos bombeiros do Porto, tendo estes tido de comprar mais e canalizado para os mesmos 905 mil euros, ressalvou.


A estes 905 mil euros acresce 191 mil euros para a desinfeção de veículos, reforçou.


"Face à crescente solicitação de ações de socorro e perante o agravar da situação pandémica, os Bombeiros esperam da tutela o reforço das equipas nas suas unidades, através de instrumentos de requisição civil", afirmou.


José Morais apela ainda à ANEPC para o reforço de equipamentos de proteção e ao Governo para a necessidade de um apoio extraordinário às associações humanitárias.


A estes pedidos, o presidente acrescenta o processo de vacinação que espera que seja iniciado com urgência para mitigar o risco acrescido a que os bombeiros estão diariamente expostos.


"O Governo não está a tratar os Bombeiros à dimensão e grandeza do serviço que prestam, da responsabilidade e compromisso que têm no quotidiano da nossa sociedade", sublinhou.


O presidente da Federação vincou que, ao invés de outras entidades e instituições, os bombeiros continuam a prestar socorro sem que esteja iniciada a vacinação aos elementos que constituem os seus quadros ativos.


E, tal como numa guerra, os bombeiros estão "entre o inimigo e a primeira trincheira", acrescentou.

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